quarta-feira, 22 de agosto de 2012

CASO MAIARA KOHLER: ATÉ AGORA NADA DE OFICIAL DAS AUTORIDADES A RESPEITO DO CASO

Foto montagem Blog


Passado mais de uma semana da grande manifestação popular pedindo justiça no caso Maiara, falei nesta quarta feira com o pai da vítima, o mesmo encontrava-se na cidade em sua, que parece que vai se tornar "infinita" busca de informações oficiais a respeito dos acontecimentos que culminaram com o assassinato de sua filha, e a autoria do mesmo, seu calvário que já se estende por quase dois meses, segundo o que me informou ainda vai continuar. Pois segundo o que me relatou, com base no que lhe foi informado na DP local, o inquérito foi teria sido remetido a Promotoria nesta terça feira (21), e a respeito do mesmo mais nada foi lhe informado.
O sentimento de impunidade, vem num crescendo na comunidade diante do silêncio das autoridades locais que investigam o caso e nada relatam a imprensa de concreto (nome), nos bastidores conversas apontam para um suspeito, o qual seria um jovem que mantinha relações com a vítima, mas ainda faltariam provas para que a pedida de prisão fosse solicitada pelo poder judiciário, conforme o que me relatou o Sr. Claudiomar  Kohler, pai da jovem assassinada.
Por outro lado, há muitos questionamentos da população, a respeito do caso, como por exemplo: Por que a Delegada titular de nossa DP  não se manifesta a respeito ? Afinal a quantas andas esse inquérito ? E quem, seria se é que existe, esse suspeito ? 
Na conversa informal que tive com o Sr. Claudiomar, pude perceber seu desânimo e revolta, com relação a morosidade das autoridades em apontar o suspeito ou suspeitos do assassinato de sua filha e que nova manifestação esta sendo preparada, tal qual ou maior que a primeira no sentido de que seja apontada pela policia o autor ou autores do crime.
Na reportagem realizada pelo Canguçu On Line com a Delegada Regional Dra. Carla Kuhn, (13/08/2012),  a mesma alega que uma das dificuldades dos trabalhos de investigação deve-se ao corpo ter sido encontrado três dias após o assassinato o que com certeza levou ao desaparecimento de muitas provas, bem como a falta de pessoal da DP local e o grande problema segundo a Delegada Regional, foram os depoimentos das mais de 30 pessoas ligadas a vítima que não falaram tudo o que sabem (http://www.cangucuonline.com.br/index.php?menu=noticia&categoria=49&noticia=4468).
Neste caso uma pergunta que não quer calar: Porque essas mais de 30 pessoas ligadas a vítima, não falaram tudo o que sabem, se com certeza são os mesmos que clamam  por justiça no caso ? Estariam, ou foram ameaçadas ? Porque o autor do homicídio ainda não se apresentou, como é até comum neste caso, afinal ele pode até alegar "legítima defesa" ou será que é porque tem certeza de que não será apontado no inquérito ?
Neste quebra cabeças, como se referiu a Dra. Carla Kuhn ao caso, uma simples informação pode apontar a autoria do crime, então questiona-se porque passado quase sessenta dias do aparecimento do corpo éssa "simples informação" não chega a Policia e nem a Policia á obtém ?
Nesta segunda feira(20/08) num programa de rádio local, o apresentador  afirmou que a titular de nossa DP, sabe quem foi o autor do crime, desde a primeira semana das investigações, com base em que o radialista fez tal afirmação ? Se for verdade essa afirmativa porque até hoje nenhum nome foi apontado pela autoridade policial ? Sabe-se que a Delegada por questões de obediência as Leis, não pode divulgar nomes, sem as devidas provas sob pena de até mesmo vir a ser processada pelo citado.
Portanto leitores, assim são as leis desse País, ou seja o ônus da prova cabe ao acusador, diversos crimes praticados nesse País, conforme o caso acabam ficando na impunidade, seja pelas deficiências apresentadas pelos aparatos de segurança (falta de efetivo, equipamentos, etc.), seja pelo sistema que acaba muitas vezes privilegiando quem tem poder aquisitivo e pode constituir bons advogados em sua defesa.
Minha manifestação nesse post de maneira nenhuma quer se imiscuir no trabalho da DP local e até Regional, pois sei das dificuldades enfrentadas pela nossa Policia de maneira geral para a realização de seu trabalho, apenas externo alguns questionamentos, pois enquanto conversava com o Sr. Claudiomar, procurei colocar-me em seu lugar, pois também sou pai e fiquei imaginando o que eu faria nessa situação....tendo que conviver diariamente com a perda irrecuperável de um filho assassinado, tendo seu corpo jogado num matagal como lixo e  sem saber o porque e como e ainda tendo que viver em sociedade mantendo-se na paz e tranquilidade, mesmo que por dentro com certeza, fique-se remoendo sentimentos de indignação e desejo de justiça com as próprias mãos e  quem sabe até, convivendo com o autor do crime até que a justiça seja feita....Vamos aguardar e confiar que nossas autoridades estão agindo com a maior lisura e competência que o caso requer...